Os versículos mais difíceis para a teologia reformada

Resposta curta

Os versículos mais difíceis para a teologia reformada descrevem pessoas que estavam genuinamente em Cristo e depois caíram, como os ramos de João 15, as advertências de Hebreus 6 e Gálatas 5:4. Lidos pelo que dizem, esses textos afirmam três coisas: as pessoas estavam em Cristo, o risco é a perda final e isso de fato aconteceu. Cada uma das quatro leituras reformadas padrão preserva a perseverança dos santos negando uma dessas afirmações, e por isso estudiosos reformados discordam entre si sobre os mesmos textos.

O Novo Testamento descreve pessoas que estavam genuinamente em Cristo e depois caíram. A doutrina reformada da perseverança dos santos diz que isso não pode acontecer: quem é verdadeiramente salvo vai perseverar até o fim. Por isso cada passagem abaixo precisa ser explicada, e é nas explicações que o problema começa.

Lidas pelo que dizem, as passagens afirmam três coisas. As pessoas descritas estavam realmente em Cristo. O que elas arriscam não é uma pena menor, mas a perda final. E isso de fato aconteceu com algumas delas. A teologia reformada tem quatro maneiras padrão de ler esses textos, e cada uma funciona negando uma das três. Chamar as advertências de hipotéticas nega que isso aconteça. Chamar as pessoas de falsos crentes nega que elas tenham estado dentro algum dia. Chamar a pena de juízo temporal nega que a perda seja final. A leitura mais cuidadosa, a de que as advertências são o próprio meio que Deus usa para impedir que os crentes caiam, concede as duas primeiras e nega a terceira.

Isso ajuda a explicar a forte discordância, dentro da própria tradição reformada, sobre exatamente como essas passagens devem ser lidas. Four Views on the Warning Passages in Hebrews, da Kregel, põe dois estudiosos reformados no mesmo volume, e eles dão explicações incompatíveis dos mesmos textos. Buist Fanning argumenta que as advertências se dirigem a incrédulos misturados aos cristãos. Randall Gleason argumenta que elas se dirigem a crentes genuínos, ameaçados de um juízo físico e temporal, e não do inferno. Wayne Grudem, em outra obra, argumenta que as pessoas de Hebreus 6 nunca foram salvas. Thomas Schreiner e Ardel Caneday argumentam que as advertências se dirigem a crentes de verdade e os impedem de cair. Cada uma dessas leituras preserva a doutrina, mas elas não concordam entre si nem sobre quem está sendo advertido, nem sobre aquilo de que é advertido.

A maior parte dos argumentos abaixo também é apresentada por leitores arminianos, metodistas, católicos e ortodoxos, e quase todas as fontes citadas são protestantes. Nada disso é argumento em causa própria dos Santos dos Últimos Dias.

A teologia reformada também tem textos positivos próprios, e eles merecem um tratamento à parte. Jesus diz de Suas ovelhas: “ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28), e Paulo está convencido de que “nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39). Os dois textos prometem que nenhum poder externo pode tirar o crente de Cristo. Se o crente pode ir embora por conta própria é a pergunta de que tratam as passagens abaixo.

Os ramos que estavam na videira

Jesus está falando aos Onze em Sua última noite:

“Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta” (João 15:1-2)

“Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” (João 15:6)

A leitura reformada padrão é que esses ramos só pareciam estar ligados. Estavam perto da videira, na igreja visível e professando a fé, mas nunca em união salvadora com Cristo, e a falta de fruto mostra que nunca estiveram.

Quatro coisas pesam contra ela.

Os homens advertidos já tinham sido declarados limpos. Dois capítulos antes, no lava-pés, Jesus disse aos Doze: “vocês estão limpos, mas não todos”, porque sabia quem O trairia (João 13:10-11). Então Judas saiu, e era noite (13:30). Agora, só com os Onze na sala, Jesus diz sem exceção: “Vocês já estão limpos por causa da palavra que lhes tenho falado” (15:3). A frase seguinte é “Permaneçam em mim”, e três frases depois vem o fogo. A advertência é dirigida a homens que Jesus acabou de chamar de limpos, homens que Ele diz ter escolhido (15:16). Se os ramos cortados são falsos crentes, Ele está advertindo onze discípulos verdadeiros sobre um perigo que nenhum deles corre.

“Em mim” tem um sentido específico em João. João usa a expressão ao longo de todo o seu Evangelho, e em todos os outros lugares ela marca uma união real. É o que o Filho diz do Pai, para que saibam “que o Pai está em mim e que eu estou no Pai” (João 10:38). É o que Jesus diz de quem come a Sua carne e bebe o Seu sangue, que “permanece em mim, e eu permaneço nele” (6:56). É o que Ele pede em oração pelos discípulos: “como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti” (17:21). Uma leitura que faz a expressão significar parecer estar perto em João 15 e estar realmente unido a em todos os outros lugares precisa explicar a diferença.

Se os ramos cortados são falsos crentes, Ele está advertindo onze discípulos verdadeiros sobre um perigo que nenhum deles corre

Ninguém permanece onde nunca esteve. Jesus manda os discípulos permanecerem. Permanecer pressupõe que você já está lá.

A ordem chama a atenção. O ramo é descrito como “estando em mim”, é cortado, e só depois seca e é queimado.

A resposta reformada mais forte vem da própria carta de João. Sobre os que tinham deixado a comunidade, ele escreve: “Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos. Porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco” (1 João 2:19). É um texto real, e um leitor reformado cuidadoso vai tê-lo em mente. Mas ele descreve um grupo específico, os “anticristos” do versículo 18, cuja saída mostrou que nunca tinham pertencido. Não é uma regra de que todo aquele que sai nunca pertenceu. Poucos versículos depois, João diz aos que ficaram: “Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, também vocês permanecerão no Filho e no Pai” (2:24), e “permaneçam nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança” (2:28). Mesmo na carta de João, permanecer é condicional.

A resposta mais interessante vem de D. A. Carson, cujo comentário sobre João é uma das melhores defesas impressas da leitura reformada. Carson não argumenta que “em mim” signifique mera proximidade. Ele reconhece a dificuldade e depois deixa a questão de lado: “pedir à linguagem do ‘em mim’ que resolva tais disputas é forçar demais a imagem da videira”. Em vez disso, ele apoia o caso num princípio: “A frutificação é uma marca infalível do verdadeiro cristianismo; a alternativa é lenha morta.” Em outras palavras, um dos comentaristas reformados mais fortes deste Evangelho concorda que a imagem da videira não resolve a questão, e a resolve com teologia. É uma maneira defensável de fazer teologia. Não é tirar a doutrina de João 15.

Um ponto de justiça quanto ao grego. O verbo do versículo 2, αἴρω, que a NAA traduz como “corta”, pode significar tanto “levantar” quanto “tirar”, e alguns leitores o entendem como o viticultor que levanta do chão um ramo caído para que ele possa dar fruto. Essa leitura é possível isoladamente. Não sobrevive ao versículo 6, em que os ramos são apanhados, lançados no fogo e queimados.

As passagens de advertência

“É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, se tornaram participantes do Espírito Santo, provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à zombaria.” (Hebreus 6:4-6)

No nível popular, a resposta é que tudo isso é meramente cognitivo. John MacArthur escreve que a iluminação é a “percepção intelectual da verdade espiritual”, sem “nenhuma conotação de resposta”, e que o provar “implica algo semelhante: uma mera amostra da verdade”.

O próprio uso da carta depõe contra essa leitura. O autor usa “provar” para o que Cristo fez com a morte: Ele sofreu para que, “pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hebreus 2:9). Cristo não provou só uma amostra da morte. A expressão “se tornaram participantes do Espírito Santo” usa a mesma palavra que o autor emprega para o pertencimento a Cristo: “Porque temos nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até o fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (3:14). Esse versículo também contém a condição. E “iluminados” é a palavra do autor para a própria conversão de seus leitores: “Lembrem-se dos dias passados, quando, depois que foram iluminados, vocês sustentaram grande luta e sofrimentos” (10:32). As três palavras são usadas em outras partes da carta para a experiência cristã genuína.

A versão acadêmica de Wayne Grudem é mais cuidadosa. Num tratamento do tamanho de um capítulo, ele admite que as descrições dos versículos 4 e 5 não decidem, por si mesmas, se essas pessoas eram salvas. O que decide, na leitura dele, é a passagem seguinte, a imagem da terra que produz espinhos, e a confiança do autor de que “coisas melhores os esperam, coisas relacionadas com a salvação” (6:9).

Mas olhe a imagem:

“Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz plantas úteis para aqueles que a cultivam recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e ervas daninhas, é rejeitada e está perto da maldição; e o seu fim é ser queimada.” (Hebreus 6:7-8)

As duas terras absorvem a mesma chuva. A diferença está no que produzem, e não no que receberam. E as “coisas melhores” do versículo 9 contrastam com o fim que o autor acabou de descrever, ser queimada, e não com a chuva. Ele está confiante de que seus leitores darão fruto, e é por isso que os adverte.

Há uma sutileza de tradução que vale a pena conhecer. A King James traduz o versículo 6 como “if they shall fall away” (“se caírem”), o que transforma a passagem inteira numa hipótese. O grego tem um particípio, παραπεσόντας, na mesma série dos quatro particípios anteriores. Esses quatro são traduzidos como fatos consumados, e só o quinto vira condição. As traduções em português tratam o quinto particípio como mais um item da lista: a NAA e a ARA trazem “e caíram”, a NVI, “mas caíram”, e a ARC, “e recaíram”.

A diferença está no que produzem, e não no que receberam

Hebreus 10 tem a mesma forma, e o autor inclui a si mesmo:

“Porque, se continuarmos a pecar de propósito, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados… Imaginem quanto mais severo deve ser o castigo daquele que pisou o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado e insultou o Espírito da graça!” (Hebreus 10:26, 29)

Com o qual foi santificado. Uma resposta reformada comum é que “santificado” aqui significa separado exteriormente como membro da comunidade da aliança, e não tornado santo. Mas o mesmo capítulo usa a palavra duas vezes antes disso, e nas duas ela significa o que o sacrifício de Cristo faz pelos crentes: “temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (10:10), e “com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (10:14). O sangue da aliança fez algo a essa pessoa antes que ela o pisasse.

É aqui que a divisão reformada fica visível. Fanning lê a mudança para a terceira pessoa como o autor se voltando para descrever os incrédulos da congregação. Gleason admite que são crentes genuínos e torna o castigo temporal, um juízo físico ligado à destruição iminente de Jerusalém. As duas leituras salvam a doutrina. Fazem isso discordando sobre as duas coisas de que a passagem trata com mais clareza: quem está sendo advertido e do que está sendo advertido.

Pedro escreve o mesmo tipo de frase sobre os falsos mestres:

“Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, o seu último estado se tornou pior do que o primeiro. Pois teria sido melhor que eles nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, voltar atrás e se afastar do santo mandamento que lhes havia sido dado.” (2 Pedro 2:20-21)

Dizer que “teria sido melhor que eles nunca tivessem conhecido” é um absurdo se nada foi ganho. E Pedro já disse o que esses mestres tinham. Eles chegariam “a renegar o Soberano Senhor que os resgatou” (2:1). Foram resgatados, e o verbo grego é o de comprar.

O cão e a porca do versículo 22 são o único ponto em que a leitura reformada tem onde se apoiar de verdade, já que porca lavada continua sendo porca, e sua natureza nunca mudou. Pedro pode estar fazendo uma observação sobre a natureza que não muda. Mas ele acabou de dizer que essas pessoas escaparam, conheceram e voltaram atrás, e um provérbio preso ao fim de um parágrafo normalmente não derruba o parágrafo.

Paulo achava que podia acontecer com ele

“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Coríntios 9:27)

A resposta de sempre é que Paulo está falando do seu ministério, de modo que o que ele teme é perder seu lugar de pregador, e não sua salvação. Os versículos imediatamente anteriores excluem essa leitura. Paulo faz tudo “por causa do evangelho, para ser também participante dele” (9:23). Os atletas competem “para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (9:25). O prêmio pelo qual ele corre é incorruptível, e ser desqualificado significa perdê-lo.

O capítulo seguinte diz a mesma coisa. Paulo lembra os israelitas que passaram pelo mar e caíram mortos no deserto (10:1-11), e conclui: “Por isso, aquele que pensa estar em pé veja que não caia” (10:12). Isso não é uma advertência sobre perder a licença de pregador.

A palavra por trás de “desqualificado” é ἀδόκιμος, e Paulo a usa em outros lugares para pessoas que fracassam diante de Deus (nesses textos, a NAA a traduz como “reprovável” e “reprovados”). Os que haviam “desprezado o conhecimento de Deus” são entregues “a um modo de pensar reprovável” (Romanos 1:28). Os coríntios recebem a ordem de se examinar: “Ou não reconhecem que Jesus Cristo está em vocês? A não ser que já tenham sido reprovados” (2 Coríntios 13:5). Poucas linhas depois, Paulo usa a mesma palavra para sua própria posição como apóstolo (13:6-7), de modo que a palavra pode se referir ao ministério. Em 1 Coríntios 9, a coroa incorruptível decide qual é o sentido que Paulo tem em mente.

Craig Keener, um estudioso evangélico, lê o conjunto inteiro de uma vez. Escrevendo sobre Gálatas, ele lista Romanos 11:22, 1 Coríntios 9:27, 1 Coríntios 10:12, 2 Coríntios 13:5, 1 Tessalonicenses 3:5 e Colossenses 1:23 como um único padrão, e conclui que “pareceria argumentação em causa própria tomar as advertências de Paulo sobre a apostasia como algo menos do que uma possibilidade real”. Ele também escreve que “Paulo certamente não ensinou a doutrina hoje popular do ‘uma vez salvo, sempre salvo’”. Essa segunda frase mira a versão popular. A teologia reformada clássica também a rejeita, já que sustenta que a fé verdadeira sempre persevera, e não que uma conversão passada garanta alguém que vive em apostasia permanente. A primeira frase é a que importa aqui.

Pareceria argumentação em causa própria tomar as advertências de Paulo sobre a apostasia como algo menos do que uma possibilidade real

Já aconteceu

A leitura reformada mais cuidadosa, a de Schreiner e Caneday, merece ser ouvida com honestidade. Eles não afirmam que as pessoas advertidas são falsas. Argumentam que as advertências são reais, que se dirigem a cristãos reais e que Deus usa a urgência delas para impedir que os crentes caiam. O crente que dá ouvidos à advertência está sendo preservado por ela. Essa visão é coerente internamente, e leva as advertências a sério.

O que ela não consegue absorver são as passagens que descrevem a queda como algo que já aconteceu:

“Vocês que procuram justificar-se pela lei estão separados de Cristo; vocês caíram da graça de Deus.” (Gálatas 5:4)

Paulo não está advertindo os gálatas sobre uma possibilidade. Está dizendo a alguns deles que isso ocorreu. O primeiro verbo, καταργέω (na NAA, “estão separados”), é a linguagem da anulação de algo, e Don Garlington observa que ele “significa a dissolução de um relacionamento”, provavelmente com um jogo de palavras: os que cortam a carne são cortados fora. O segundo, ἐκπίπτω, é usado para a flor que cai do caule (Tiago 1:11) e para o navio que encalha (Atos 27:17, 26, 29). Só se cai de onde se estava.

Paulo cita o nome de duas pessoas com quem isso aconteceu: “alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé. Entre esses estão Himeneu e Alexandre” (1 Timóteo 1:19-20). Naufragar na fé exige ter estado nela.

E em Romanos, Paulo dá aos cristãos gentios a condição em termos claros:

“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” (Romanos 11:22)

Desde que você permaneça. A condição está enunciada na própria frase.

O que essas passagens ensinam

Essas passagens não ensinam a perseverança dos santos. Extrair essa doutrina delas exige decidir de antemão o que elas não podem significar, e depois escolher entre quatro leituras, cada uma das quais nega algo que o texto diz explicitamente.

Uma posição pode ser verdadeira e ainda assim ser protegida desse jeito, então nada disso prova, por si só, que a teologia reformada é falsa. Mas mostra que a doutrina não está sendo lida nestas páginas. Está sendo defendida nelas.

A leitura dos Santos dos Últimos Dias pertence à leitura cristã mais antiga e muito mais ampla: essas advertências dizem respeito a pessoas que participam genuinamente de Cristo, e descrevem uma possibilidade real de cair. Uma pessoa pode estar genuinamente em Cristo e depois não estar mais. Essa leitura não precisa que um particípio vire condição, que uma expressão mude de sentido entre capítulos do mesmo Evangelho, nem que se diga a um apóstolo que ele não quis dizer o que escreveu sobre si mesmo.

Fontes

Escrituras (NAA): João 6:56; 10:28; 10:38; 13:10-11, 30; 15:1-6, 16; 17:21. 1 João 2:18-19, 24, 28. Romanos 8:39. Hebreus 2:9; 3:14; 6:4-9; 10:10, 14, 26, 29, 32. 2 Pedro 2:1, 20-22. 1 Coríntios 9:23-27; 10:1-12. Romanos 1:28; 11:22. 2 Coríntios 13:5-7. Gálatas 5:4. 1 Timóteo 1:19-20. Atos 27:17, 26, 29. Tiago 1:11.

Todos os autores citados abaixo, exceto Boylan, são protestantes, e a maioria é reformada ou evangélica. Isso é proposital. Um argumento como este vale pouco se depende de fontes dos Santos dos Últimos Dias descrevendo o que os protestantes pensam.

O caso reformado, no seu melhor. Thomas R. Schreiner e Ardel B. Caneday, The Race Set Before Us: A Biblical Theology of Perseverance and Assurance (InterVarsity, 2001), para o argumento das advertências como meio. Wayne Grudem, “Perseverance of the Saints: A Case Study from Hebrews 6:4-6 and the Other Warning Passages in Hebrews”, em The Grace of God, the Bondage of the Will, org. Thomas R. Schreiner e Bruce A. Ware (Baker, 1995), 133ss., para o argumento de que nunca foram salvos. D. A. Carson, The Gospel According to John (Pillar, Eerdmans, 1991), sobre a videira. John MacArthur, Saved Without a Doubt (Victor, 1992), sobre Hebreus 6.

A discordância dentro da tradição. Herbert W. Bateman IV, org., Four Views on the Warning Passages in Hebrews (Kregel, 2007), com Buist M. Fanning pela visão reformada clássica e Randall C. Gleason pela visão reformada moderada, ao lado de Grant R. Osborne e Gareth L. Cockerill. Scot McKnight, “The Warning Passages of Hebrews: A Formal Analysis and Theological Conclusions”, Trinity Journal 13.1 (1992): 21-59, para a classificação das leituras em quatro tipos.

Contra a perseverança, a partir de protestantes. Craig S. Keener, Galatians: A Commentary (Baker Academic, 2019). Don Garlington, An Exposition of Galatians: A Reading from the New Perspective (Wipf & Stock, 2007). I. Howard Marshall, Kept by the Power of God: A Study of Perseverance and Falling Away (1969), ainda o tratamento de referência. B. J. Oropeza, Apostasy in the New Testament Communities (Cascade, 2011-2012), três volumes, o estudo recente mais completo.

Robert S. Boylan. Boa parte do trabalho de base deste artigo foi feita por Robert Boylan em seu blog Scriptural Mormonism, incluindo o levantamento de “em mim” ao longo de João, a coleta das passagens com ἀδόκιμος em Paulo e o material de Keener, Garlington e MacArthur. É o melhor lugar para ver o caso completo.

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As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA), © Sociedade Bíblica do Brasil.

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