PERGUNTAS FREQUENTES
Perguntas frequentes sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Respostas curtas para as dúvidas mais comuns. Cada resposta resume a conclusão de um artigo, onde o assunto é tratado a fundo e com as fontes. Pode copiar e citar: o botão "Copiar resposta" já inclui o autor e o link.
Jesus e Deus
Os mórmons são cristãos?
Sim, os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são cristãos. Pela definição bíblica, pelo uso comum, pela autocompreensão da própria Igreja e por boa parte da tradição cristã primitiva, cristão é quem confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador e busca segui-Lo, e é isso que os mórmons fazem, mesmo com diferenças doutrinárias reais. A definição que costuma produzir um "não" é a nicena, que surgiu séculos depois de Cristo e não aparece no Novo Testamento como critério para o rótulo "cristão".
Os mórmons acreditam no mesmo Jesus?
Sim, os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam no mesmo Jesus: o Jesus de Nazaré do Novo Testamento, nascido de Maria, crucificado sob Pôncio Pilatos e ressuscitado dos mortos. A objeção do "Jesus diferente" confunde identidade com atributos. Os Santos dos Últimos Dias não aceitam que o Pai e o Filho sejam de uma só essência, como afirma o Credo de Niceia, e essa diferença é real. Mas é uma discordância sobre a natureza de Jesus, não sobre quem Ele é.
Os mórmons acreditam que Jesus é Deus?
Sim, os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que Jesus Cristo é Deus, plenamente divino, mas não o mesmo ser que o Pai. Pai, Filho e Espírito Santo são três pessoas distintas, unidas em propósito, vontade e amor. O Pai é o Ser Supremo a quem se adora e a fonte da divindade, que o Filho recebeu Dele. Por isso, quando um Santo dos Últimos Dias ouve "Jesus é Deus?", pode entender "Jesus é o Pai?" e responder que não.
Os mórmons acreditam que Jesus Cristo é Jeová?
Sim, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que Jesus Cristo, em Sua existência pré-mortal, é Jeová (YHWH), o Deus da aliança de Israel. Para os Santos dos Últimos Dias, o Pai, Elohim, preside, e o Filho é quem fala aos profetas e aparece no Antigo Testamento, sob a autoridade e em nome do Pai. Essa leitura vem sobretudo das escrituras da Restauração, como 3 Néfi 11:14, mas encontra apoio no Novo Testamento, que aplica a Cristo textos sobre YHWH, e em Pais da Igreja como Justino Mártir.
O que significa "Filho eternamente gerado"?
A expressão "Filho eternamente gerado", do Credo Niceno, afirma que o Filho vem do Pai sem início, sem mudança e sem jamais ter começado a existir, preservando Sua plena divindade e Sua origem real no Pai. O preço é que "gerado" deixa de se parecer com qualquer geração conhecida: seu conteúdo positivo quase se reduz a dizer que o Filho é eternamente do Pai. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vê Pai e Filho como pessoas distintas e considera a fórmula uma síntese posterior, não ensino apostólico.
Comparações com a cristandade
Os mórmons são trinitários?
Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não são trinitários no sentido niceno, mas creem plenamente na divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A divergência está na natureza da unidade entre Eles. O trinitarianismo clássico define os três como um único ser ou essência divina. Para os Santos dos Últimos Dias, o Pai e o Filho são indivíduos distintos, com corpos de carne e ossos, unidos em glória, vontade, propósito, amor e obra salvífica. Por isso preferem o termo "Deidade" a "Trindade".
A Bíblia ensina que Deus é imaterial?
A Bíblia não ensina explicitamente que Deus é imaterial, isto é, sem corpo, partes ou extensão espacial. Os textos usados para defender essa ideia dizem que Deus é Espírito, que é invisível ou que jamais foi visto, mas nenhum afirma que Ele é uma substância sem corpo. Essa conclusão vem de definições filosóficas. Enquanto isso, a Escritura mostra Deus caminhando, sentado num trono e, em Êxodo 33, deixando Moisés ver Suas costas. Chamar isso de antropomorfismo apenas rotula a interpretação. Nada disso, por si só, prova a visão dos Santos dos Últimos Dias sobre Deus.
Qual a diferença entre mórmon e evangélico?
A principal diferença entre mórmons e evangélicos não é o Livro de Mórmon, mas a doutrina de Deus e da autoridade. O evangélico confessa a Trindade dos credos, um Deus sem corpo, e tem só a Escritura como regra final. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que Pai, Filho e Espírito Santo são três seres distintos, o Pai e o Filho com corpos glorificados, que o cânon está aberto e que a autoridade apostólica se perdeu e foi restaurada. Ambos creem que Cristo morreu e ressuscitou.
Qual a diferença entre mórmon e Testemunha de Jeová?
Santos dos Últimos Dias e Testemunhas de Jeová são religiões fundamentalmente diferentes, embora ambos sejam movimentos restauracionistas surgidos nos Estados Unidos no século XIX, rejeitem a Trindade e façam trabalho missionário. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias adora Jesus como o Jeová pré-mortal e o Filho eterno de Deus, aceita escrituras além da Bíblia e é dirigida por profetas vivos. As Testemunhas de Jeová ensinam que só Jeová é o Deus Todo-Poderoso, que Jesus é Sua primeira criação e que o espírito santo é a força ativa de Deus.
A sucessão apostólica católica refuta a Grande Apostasia?
A sucessão apostólica católica não refuta a Grande Apostasia como a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a entende. O apologista católico Joe Heschmeyer usa Atos 15 e a Primeira Carta de Clemente para mostrar que o ministério designado pelos apóstolos continuou, e os Santos dos Últimos Dias não disputam isso. Eles afirmam que se perdeu a autoridade revelatória apostólica, a de receber revelação nova que obrigue a Igreja universal. Roma também reconhece que essa revelação pública cessou, mas chama isso de plenitude, não de perda.
O Livro de Mórmon
O que é o Livro de Mórmon?
O Livro de Mórmon é um volume de escritura que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias usa ao lado da Bíblia, sem substituí-la. Ele se apresenta como o registro religioso de povos da América antiga, resumido em placas de metal pelo profeta Mórmon por volta de 400 d.C. Joseph Smith publicou a primeira edição em 1830; os críticos o atribuem ao próprio Joseph. Seu centro é a visita de Jesus Cristo ressuscitado a esses povos, e seu propósito declarado é convencer judeus e gentios de que Jesus é o Cristo.
A Bíblia e o cânon
A Bíblia se interpreta sozinha?
A Bíblia não se interpreta sozinha: toda leitura é uma interpretação, inclusive a que se apresenta como simples leitura do texto. A Bíblia é uma coleção de escritos de muitos autores, em três idiomas, ao longo de cerca de mil anos, e harmonizar Tiago 2:24 com Romanos 4 exige uma teoria que nenhuma das cartas traz. A escolha nunca é entre o texto e uma interpretação, mas entre interpretações concorrentes. Os Santos dos Últimos Dias, que creem em revelação contínua, também não podem usar "a Bíblia diz" para encerrar o debate.
Por que o Evangelho de Tomé não está na Bíblia?
O Evangelho de Tomé ficou fora da Bíblia por um julgamento teológico e eclesial da Igreja católica antiga, e não porque os critérios protestantes do cânon o excluam por si sós. Apostolicidade, antiguidade, ortodoxia, uso amplo e qualidades internas, aplicados com consistência, esbarram nos mesmos problemas em livros aceitos, como Hebreus, Segunda Pedro e Judas, que tiveram autoria incerta ou recepção contestada. Isso não prova que Tomé seja escritura. Mostra que os critérios explicam o cânon herdado depois do fato, mas não o produzem de forma independente.
A superstição antiga explica a crença na ressurreição de Jesus?
A superstição antiga não explica a crença na ressurreição de Jesus. O canal Skeptical Agnostic argumenta que um mundo saturado de credulidade tornava fácil acreditar falsamente que um morto voltou à vida, o que justifica cautela. Mas isso só explica por que interpretações sobrenaturais estavam disponíveis, não por que os primeiros cristãos convergiram tão cedo para a ressurreição corporal de um único homem, algo que ninguém ao redor deles esperava. Isso não prova a ressurreição, mas deixa a hipótese da superstição sem explicar o essencial.
História
Wilford Woodruff profetizou errado sobre a Segunda Vinda?
Wilford Woodruff, quarto Presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, errou quanto ao tempo da Segunda Vinda: quatro vezes disse categoricamente que pessoas então vivas veriam Cristo voltar, e todas morreram. Mas as revelações que ele próprio registrou afirmam a iminência, e nenhuma diz que a Vinda ocorreria enquanto aquela geração vivesse. Esse passo foi inferência dele, a partir de Lucas 21 e de uma bênção patriarcal recebida em 1837, e ele costumava marcá-lo como crença pessoal, dizendo "creio" e "é a minha fé".
Outras perguntas
1 Pedro 3:21 ensina que o batismo salva?
Em 1 Pedro 3:21, Pedro afirma que o batismo agora também salva e logo explica como: não sendo a remoção das impurezas do corpo, mas o apelo por uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo. Essa ressalva diz como o batismo salva, sem retirar o verbo. A água não lava o pecado como lava a sujeira, e o rito não funciona à parte da conversão nem de Cristo, mas o batismo é um lugar onde Deus salva, não a imagem de uma salvação já concluída.
A Bíblia diz que a revelação cessou?
A Bíblia não diz que a revelação pública cessou depois do primeiro século ou com a morte do último apóstolo. Essa doutrina vem de ler as Escrituras junto com uma narrativa da história cristã. Os textos mais citados provam outra coisa: Hebreus 1 mostra a supremacia de Cristo, Judas 3 uma fé já estabelecida e Efésios 2:20 o papel fundador dos apóstolos. Efésios 4:11-13 chega a dar a apóstolos e profetas um prazo, até que todos cheguem à unidade da fé, e esse dia ainda não chegou.
A Bíblia é a única regra infalível de fé?
A Bíblia é inspirada, e os Santos dos Últimos Dias aceitam sua autoridade sem reservas, mas ela nunca afirma ser a única regra infalível de fé. Toda a Bíblia foi escrita durante um período de revelação contínua, como até defensores da sola scriptura admitem, e por isso a doutrina depende da tese de que a revelação se encerrou com os apóstolos. Essa premissa a Bíblia não fornece, e pelo próprio critério da Confissão de Westminster ela também não pode ser deduzida da Escritura.
Samaria, Cornélio e Éfeso mostram que o batismo não é necessário?
Os relatos de Samaria, de Cornélio e de Éfeso em Atos não mostram que o batismo seja dispensável. Todos os que aparecem neles foram batizados na água, inclusive Cornélio e sua casa, que já tinham recebido o Espírito. As variações mostram que o batismo e o dom do Espírito Santo são distintos, e duas vezes Lucas mostra o Espírito sendo dado depois do batismo, pela imposição das mãos dos apóstolos. Cornélio mostra que Deus pode se afastar desse padrão, não que o padrão deixe de valer.
Atos 2:38 ensina que o batismo é para o perdão dos pecados?
Em Atos 2:38, Pedro manda a multidão se arrepender e ser batizada para remissão dos seus pecados, e o versículo quer dizer o que diz: o arrependimento e o batismo, juntos, levam ao perdão. As duas leituras alternativas mais conhecidas esbarram na gramática, como reconhecem estudiosos evangélicos e até batistas, e Atos 22:16 diz o mesmo de forma ainda mais clara. Isso não faz do batismo uma obra que conquista o perdão, que vem de Cristo e segue o arrependimento.
O que significa ser batizado na morte de Cristo?
Ser batizado na morte de Cristo, na linguagem de Paulo, significa ser unido a Cristo no próprio batismo, não apenas retratar uma união que já aconteceu em outro momento. Em Romanos 6, Colossenses 2 e Gálatas 3:27, os batizados são sepultados com Ele e se revestem de Cristo. Paulo não ensina que o rito funcione automaticamente, pois a ressurreição com Cristo vem por meio da fé, e os Santos dos Últimos Dias concordam com isso. Mas é no batismo que Paulo situa a união com Cristo.
Por que Paulo disse que Cristo não o enviou para batizar?
Em 1 Coríntios 1:17, quando Paulo diz que Cristo não o enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, ele trata de quem batiza, não de se o batismo importa. Paulo corrigia uma igreja dividida em facções em torno de líderes e se alegrava por ter batizado poucos, para que ninguém dissesse que pertencia a ele. A pergunta que ele faz, se foram batizados em nome de Paulo, só funciona se o batismo une a pessoa àquele em cujo nome é realizado.
Hebreus 1 ensina que a revelação acabou?
Hebreus 1 não ensina que a revelação acabou. O texto diz que Jesus Cristo é maior do que todos os profetas que vieram antes Dele e que Deus falou pelo Filho nestes últimos dias: o que é último são os dias, não a palavra. Hebreus nunca chama o Filho de palavra final de Deus, e boa parte do Novo Testamento foi revelada depois dessa frase. O Filho é o ápice do que os profetas anunciaram, e todo verdadeiro profeta desde então fala em Seu nome.
O que significa nascer da água e do Espírito em João 3:5?
Em João 3:5, nascer da água e do Espírito significa ser batizado e receber o dom do Espírito Santo, um só nascimento com dois elementos. O próprio Evangelho de João mostra isso: junta água e Espírito nas palavras de João Batista, mostra os fariseus interrogando João sobre os batismos e passa direto de Nicodemos para uma cena de Jesus e Seus discípulos batizando. A leitura que faz da água o parto natural esbarra no texto, e até estudiosos que rejeitam a regeneração batismal a descartam.
Judas 3 ensina que a revelação acabou?
Judas 3 não ensina que a revelação pública terminou com os apóstolos. O versículo manda os cristãos lutarem pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos, isto é, defender uma fé já recebida contra quem a estava corrompendo. Ele não diz que Deus deixaria de falar, e o Novo Testamento continuou a ser escrito depois dele. Judas estabelece um teste: nenhuma revelação posterior pode substituir Cristo nem contradizer o evangelho dos apóstolos, e os Santos dos Últimos Dias aceitam esse teste.
Como os Santos dos Últimos Dias entendem a salvação?
Os Santos dos Últimos Dias entendem que todo dom salvador vem somente por causa de Jesus Cristo e de Sua graça, sem ser comprado com mérito humano. O que muda são os termos em que cada dom é recebido. A ressurreição é incondicional e universal, enquanto o perdão dos pecados, a justificação, a santificação e, por fim, a exaltação vêm com condições que crescem à medida que o dom cresce. Por isso, se as obras são necessárias para a salvação depende de qual desses resultados se tem em vista.
Marcos 16:16 foi escrito por Marcos?
Marcos 16:16, que diz que quem crer e for batizado será salvo, pertence ao final longo de Marcos (16:9-20), ausente dos dois manuscritos gregos completos mais antigos, e a maioria dos especialistas acha que Marcos não o escreveu. Por isso a doutrina do batismo não deve se apoiar nele, e a posição contrária também não. Abrir mão do versículo não custa nada aos Santos dos Últimos Dias, porque tudo o que ele ensina sobre fé e batismo aparece em textos indiscutíveis, como Mateus 28:19, Atos 2:38 e 1 Pedro 3:21.
O batismo salva, segundo o Novo Testamento?
O batismo salva no sentido em que o Novo Testamento fala: os apóstolos ligam o perdão dos pecados e o novo nascimento ao batismo, como em Atos 2:38 e 1 Pedro 3:21. Para os Santos dos Últimos Dias, porém, o batismo não salva sozinho. Ele vem depois da fé e do arrependimento, é realizado por alguém com a autoridade de Cristo e se completa com o dom do Espírito Santo. É necessário, mas não suficiente, e ninguém que morre sem ter tido a oportunidade de ser batizado está perdido por falta dele.
O ladrão na cruz prova que o batismo não é necessário?
A Bíblia não diz que o ladrão na cruz foi salvo sem batismo. A objeção supõe duas coisas que Lucas nunca afirma: que o homem nunca tinha sido batizado e que paraíso significa salvação final na presença do Pai. O Evangelho de Lucas torna a primeira improvável, pois todo o povo era batizado e só os fariseus e os intérpretes da Lei recusavam. E Jesus disse depois da ressurreição que ainda não tinha subido ao Pai, o que torna a segunda muito difícil de sustentar.
O que os primeiros cristãos criam sobre o batismo?
Os cristãos das gerações logo depois dos apóstolos ligavam o batismo, de forma constante, ao perdão dos pecados e ao começo de uma vida nova. Os convertidos eram ensinados, se arrependiam e jejuavam antes de serem batizados, e por volta do ano 200 as mãos eram impostas sobre os recém-batizados para que recebessem o Espírito Santo. O registro também mostra uma mudança: nenhum texto do segundo século descreve claramente o batismo de bebês, que só se torna prática estabelecida em meados do terceiro século.
A Bíblia ensina a salvação somente pela fé?
Nenhum dos textos em que a sola fide se apoia estabelece a doutrina por si só. Cada um só produz a tese da justificação somente pela fé depois de uma decisão interpretativa que a própria passagem não toma: que "obras" significa qualquer ato humano, e não as obras da lei de Moisés; que uma condição para receber é um preço de compra; ou que Tiago quer dizer "mostrado justo" quando escreve "justificado". Os Santos dos Últimos Dias concordam que ninguém conquista a salvação.
Tito 3:5 ensina que o batismo salva?
Tito 3:5 ensina que Deus salva mediante o batismo. O versículo diz que Ele nos salvou não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a Sua misericórdia, mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, e esse lavar é o batismo. As obras são excluídas como razão da salvação, e o lavar é nomeado como o meio pelo qual Deus salva, na mesma frase. Por isso o versículo não sustenta a objeção de que a graça exclui o batismo; ele recusa justamente essa separação.
Um cristão verdadeiro pode cair da graça, segundo a Bíblia?
Os versículos mais difíceis para a teologia reformada descrevem pessoas que estavam genuinamente em Cristo e depois caíram, como os ramos de João 15, as advertências de Hebreus 6 e Gálatas 5:4. Lidos pelo que dizem, esses textos afirmam três coisas: as pessoas estavam em Cristo, o risco é a perda final e isso de fato aconteceu. Cada uma das quatro leituras reformadas padrão preserva a perseverança dos santos negando uma dessas afirmações, e por isso estudiosos reformados discordam entre si sobre os mesmos textos.
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